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Eu sou uma idiota, não tenho dúvidas disso.

por Peixe Frito, em 18.05.18

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Alguns chamam-lhe imaturidade, outros infantilidade. Outros estupidez e outros ainda falta de senso ou noção da vida e das responsabilidades. Outros afirmam que é "não querer saber e se estar borrifando para tudo" e outros é porque se é estranho ou esquisito ou porque não se precisa / valoriza. Ou como me disseram uma vez: "Mas tu achas que a vida é só rir e comer bolachas, é?".

Eu chamo-lhe ser descontraído e viver a vida. Sermos nós próprios. Rir se apetecer. Dançar no meio da rua ou cantar a música que está a dar no café por onde se passou. Ir aos saltinhos com uma criança com 1/5 da sua idade, a dizer-lhe: não podes pisar a cor vermelha!! e andarem as duas em bicos de pés e a evitarem a dita cor, pintada em desenhos abstractos no pavimento, a rir que nem doidas se a outra pisa a cor que não deve. Fazer mímica para alguém no meio da multidão, a fazer de conta que lhes estamos a tentar dizer alguma coisa, sem estar a dizer nada, tudo aleatório sem sentido, só para fazer a outra pessoa rir das nossas figuras. Sorrir só porque sim depois de dar um beijo a quem nos aquece o coração e abraçar calorosamente só porque apetece.

Gostava de saber onde está escrito que temos de andar constantemente a carregar as nossas cruzes, fados e desfados, rodeados de uma nuvem negra constantemente a trovejar e gotejar chuva, nos lamentado que a vida não nos corre como queremos. E que tal variar? Tentar ver além disso. Não é por não estarmos a chorar ou vestidos de preto, que dói menos e fazemos menos o luto do que for, seja de sentimentos, de pessoas. Que não continua a custar o dinheiro não esticar, a saúde de terceiros não melhorar e nós próprios não sabermos para onde nos virar.

Eu sou uma idiota e tenho orgulho nisso. Há-de estar a casa a ruir e eu ainda me rir que ia levando com um calhau na tola. E não é por isso que tenho menos senso de responsabilidade, maturidade, sinto menos a dor, a mágoa, a tristeza. É alma velha a que carrego no meu ser. A mesma que me diz para descontrair e sentir o calor do sol invés de me focar que estão nuvens a aparecer no horizonte.

É este o meu recado a quem me diz que a vida não é só rir e comer bolachas. Para alguns não, para outros talvez. Não é só rir e comer bolachas mas é também chorar a rir e comer um gelado ou um pires de caracóis, de tempos a tempos.

Se não se sabe ser livre, não se tente limitar a liberdade dos outros.Tenho dito.

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publicado às 12:37

pensamentos da alma.

por Peixe Frito, em 28.12.17

"A Matrix é um sistema, Neo. Esse sistema é nosso inimigo. Mas quando você está dentro, você olha em volta, o que você vê? Empresários, professores, advogados, carpinteiros. As mentes das pessoas que estamos tentando salvar. Mas antes de nós conseguirmos isso, essas pessoas ainda fazem parte desse sistema e isso as torna nosso inimigo. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está pronta para ser desconectada. E muitas delas estão tão habituadas, tão irremediavelmente dependentes do sistema, que irão lutar para protegê-lo" 

por "Morpheus" no filme "The Matrix"

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 Para quando o dia em que o carneiro deixa de fazer parte do rebanho...?

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publicado às 14:45

Arrisca-te.

por Peixe Frito, em 26.08.17

Desapegar. Confiar. Libertar. Viver. Ter fé acima de tudo, em tudo e em nada em específico.

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publicado às 20:37

Os olhos não vêm corações. Quem sabe o que vai lá dentro?

por Peixe Frito, em 27.07.17

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Normalmente no metro, encontra-se um mar de gente, de todos os tamanhos, feitios, cores, felizes, tristes, ensonados. Sentimo-nos sardinhas mais do que enlatadas, todos os dias. Eis que, como por milagre - por milagre entenda-se tempo de férias, sol e praia - o metro desertifica um pouco, lentamente, nesta altura do ano.

É agradável termos algum espaço para nós num local onde estamos frequentemente apertados, comprimidos contra outras pessoas de um modo mais íntimo do que desejávamos ou pretendíamos. A verdade, é que aprendemos a lidar e aceitar isso. A não nos ofendermos por alguém ficar cara a cara connosco, nos pisar ou se roçar - inocentemente, óbvio - em nós, dadas as circunstâncias serem incontornáveis.

Surpreendida fiquei, ao ficar consciente de que não é o facto de estarmos no meio de gente apertados e desconfortáveis, que é o verdadeiro estar vulnerável, mas sim quando o metro se encontra mais vazio. Aí sim, ficamos expostos, não somos mais uma cabeça no meio da confusão. Podemos observar-nos a todos, sem malícia, calmamente e vamos percebendo cada um como indivíduo e não como massa de olhos e pernas, telemóveis e pensamentos.

É como se as máscaras caíssem um pouco, cedessem, nos deixando quase nús e crús.

E perguntamo-nos, que cruz aquele ser carrega, que fado ou desfado, habita naquela alma. Por breves instantes, momentos, fragmentos de tempo, realizando que provavelmente não mais iremos, vez alguma, nos cruzar novamente na vida, partilhamos um pouco de nós, timidamente, seja com o nosso jeito, ar ou só falar com o olhar. 

E assim, cada um leva um pedacinho do outro, com eles. Seja o calor de um sorriso ou a memória de um olhar.

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publicado às 22:42

Começar de novo, mesmo com remendos.

por Peixe Frito, em 11.07.17

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"I am a one way motorway
I'm the road that drives away
then follows you back home
I am a street light shining
I'm a white light blinding bright
burning off and on

(...) I am a new day rising
I'm a brand new sky
to hang the stars upon tonight
I am a little divided
do I stay or run away
and leave it all behind?

 

it's times like these you learn to live again
it's times like these you give and give again
it's times like these you learn to love again
it's times like these time and time again."

 

in "Times like these" by "Foofighters"

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publicado às 21:32

Os olhos da alma.

por Peixe Frito, em 22.10.15

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   Não há nada melhor, que sentir quentinho no coração.

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publicado às 23:32

pensamentos.

por Peixe Frito, em 23.04.13

   A questão está em termos a sabedoria suficiente, para reconhecermos a situação.

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publicado às 11:42

é uma abordagem diferente.

por Peixe Frito, em 10.04.13


Não concordo em enfiar a cabeça na terra, feito avestruz, mas concordo que às vezes gastamos energia desnecessária com coisas que não têm assim tanta importância. Tenho dito :)

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publicado às 14:26


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