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Os olhos não vêm corações. Quem sabe o que vai lá dentro?

por Peixe Frito, em 27.07.17

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Normalmente no metro, encontra-se um mar de gente, de todos os tamanhos, feitios, cores, felizes, tristes, ensonados. Sentimo-nos sardinhas mais do que enlatadas, todos os dias. Eis que, como por milagre - por milagre entenda-se tempo de férias, sol e praia - o metro desertifica um pouco, lentamente, nesta altura do ano.

É agradável termos algum espaço para nós num local onde estamos frequentemente apertados, comprimidos contra outras pessoas de um modo mais íntimo do que desejávamos ou pretendíamos. A verdade, é que aprendemos a lidar e aceitar isso. A não nos ofendermos por alguém ficar cara a cara connosco, nos pisar ou se roçar - inocentemente, óbvio - em nós, dadas as circunstâncias serem incontornáveis.

Surpreendida fiquei, ao ficar consciente de que não é o facto de estarmos no meio de gente apertados e desconfortáveis, que é o verdadeiro estar vulnerável, mas sim quando o metro se encontra mais vazio. Aí sim, ficamos expostos, não somos mais uma cabeça no meio da confusão. Podemos observar-nos a todos, sem malícia, calmamente e vamos percebendo cada um como indivíduo e não como massa de olhos e pernas, telemóveis e pensamentos.

É como se as máscaras caíssem um pouco, cedessem, nos deixando quase nús e crús.

E perguntamo-nos, que cruz aquele ser carrega, que fado ou desfado, habita naquela alma. Por breves instantes, momentos, fragmentos de tempo, realizando que provavelmente não mais iremos, vez alguma, nos cruzar novamente na vida, partilhamos um pouco de nós, timidamente, seja com o nosso jeito, ar ou só falar com o olhar. 

E assim, cada um leva um pedacinho do outro, com eles. Seja o calor de um sorriso ou a memória de um olhar.

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publicado às 22:42

Aquece sempre o coração.

por Peixe Frito, em 13.07.17

Num meio urbano que não descansa, cinzento e maciço, com alguns apontamentos de cor e vida aqui e ali, quase à beira rio se situa, nada me alegra mais que ver andorinhas a salpicarem o céu azul, voando livremente e chilreando alegramente, que me fazem lembrar a minha terra, à beira mar.

 

"Andorinha de asa negra aonde vais?
Que andas a voar tão alta
Leva-me ao céu contigo, vá
Qu´eu lá de cima digo adeus 
ao meu amor
Ó Andorinha
da Primavera
Ai quem me dera também voar
Que bom que era
Ó Andorinha
na Primavera
também voar"

in "A andorinha da Primavera" by Madredeus.

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publicado às 10:01

Começar de novo, mesmo com remendos.

por Peixe Frito, em 11.07.17

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"I am a one way motorway
I'm the road that drives away
then follows you back home
I am a street light shining
I'm a white light blinding bright
burning off and on

(...) I am a new day rising
I'm a brand new sky
to hang the stars upon tonight
I am a little divided
do I stay or run away
and leave it all behind?

 

it's times like these you learn to live again
it's times like these you give and give again
it's times like these you learn to love again
it's times like these time and time again."

 

in "Times like these" by "Foofighters"

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publicado às 21:32

Não seremos todos um pouco, à sua maneira?

por Peixe Frito, em 11.07.17

 

  " ... contando que eu chegue a algum lugar - completou Alice, para se explicar melhor.
- Ah, mas com certeza você vai chegar, desde que caminhe bastante.
- Mas eu não quero me meter com gente louca - ressaltou Alice.
- Mas isso é impossível - disse o Gato. - Porque todo mundo é meio louco por aqui. Eu sou. Você também é.
- Como pode saber se sou louca ou não? - disse a menina.
- Mas só pode ser - explicou o Gato. - Ou não teria vindo parar aqui.
Alice achou que isso não provava nada. No entanto, continuou:
- E como você sabe que é louco?
- Para começo de conversa - disse o Gato - um cão não é louco. Concorda?
- É, acho que sim - disse Alice.
- Pois bem... - continuou o Gato. - Você sabe que um cão rosna quando está bravo e abana o rabo quando está feliz. Mas eu faço o contrário: eu rosno quando estou feliz e abano o rabo quando estou bravo. Portanto, eu sou louco."

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publicado às 21:12

É soltar as amarras da alma.

por Peixe Frito, em 22.11.15

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   "Mais do que a um país,

    que a uma família ou geração.

    Mais do que a um passado,

    que a uma história ou tradição.

    Tu pertences a ti.

    Não és de ninguém.

 

    Mais do que a um patrão,

    Que a uma rotina ou profissão.

    Mais do que a um partido,

    que a uma equipa ou religião.

    Tu pertences a ti.

    Não és de ninguém.

 

    Vive selvagem.

    E para ti serás alguém,

    nesta viagem.

 

    Quando alguém nasce

    Nasce selvagem.

    Não é de ninguém.

    ... de ninguém."

 

    In "Nasce Selvagem" by Resistência.

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publicado às 22:08

A simplicidade.

por Peixe Frito, em 09.11.15

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   "It's you, it's you, it's all for you

    Everything i do

    I tell you all the time

    Heaven is a place on earth with you

    Tell me all the things you wanna do

     (...) They said that the world was build for two

    Only worth living if somebody is loving you

     Baby, now you do".

    

     In "Videogames" by Lana Del Rey

     

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publicado às 22:53

Só depende do quanto nos queremos atirar de cabeça.

por Peixe Frito, em 29.10.15

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 "I want you to breath me

Let me be your air

Let me roam your body, freely

No inhibition, no fear

How deep is your love?

Is it like the ocean?

What devotion are you?

How deep is your love?

Is it like nirvana?

Hit me harder again

How deep is your love?

 

(...) so tell me how deep is your love, could it go deep?"

 

In "How deep is your love" by Calvin Harris.

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publicado às 01:06

Os olhos da alma.

por Peixe Frito, em 22.10.15

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   Não há nada melhor, que sentir quentinho no coração.

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publicado às 23:32

Rainy days.

por Peixe Frito, em 28.05.14

 

"The sea it swells like a sore head 
And the night it is aching 
Two lovers lie with no sheets on their bed 
And the day it is breaking 

On rainy days, we'd go swimming out 
On rainy days, swimming in the sound 
On rainy days, we'd go swimming out 

You're in my mind all of the time 
I know that's not enough 
If the sky can crack, there must be some way back 
For love and only love"

 

in Electrical Storm, by U2.

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publicado às 13:39

Desabafo do dia... e da vida.

por Peixe Frito, em 16.05.13
  Dá que pensar, quando olhamos em nosso redor e observamos o quanto a sociedade e as próprias pessoas em termos individuais, continuam tão fixas e fechadas no seu próprio umbigo, no seu ego. Há dias em que acredito que se fará luz naquelas almas, mas há outros em que volto a relembrar-me o quanto árduo é esse caminho, que necessita de tanta persistência, paciência e amor, e que muitas pessoas optam por continuarem "dormentes" e a serem malévolos para com os outros. Será que não percebem que o são para si próprios, acima de tudo e em primeiro lugar?...

  Há que recordar e ter presente os espelhos que nos circundam e que optamos por manter por perto, sem muitas vezes admitirmos que somos nós que ali estamos reflectidos.

  Como diz o outro: "Para sermos capazes de amar o próximo, temos de nos aceitar e amar a nós mesmos". Sim, não é fácil... Mas um degrau de cada vez, sempre a subir, conseguiremos alcançar o topo da montanha... e poderemos desfrutar da paisagem.


"(...) Strippin' away the layers and reveal your soul
Got to give yourself up and then you become whole
You're a slave to yourself and you don't even know
You want to live the fast life 
but your brain moves slow

If you're trying to stay high, bound to stay low
You want God but you can't deflate your ego
If you're already there then there's nowhere to go
If you're cup's already full 
then it's bound to overflow
If you're drowning in the water's 
and you can't stay afloat
Ask Hashem for mercy, and he'll throw you a rope
You're looking for help from God you say 
he couldn't be found
Searching up to the sky and looking 
beneath the ground

Like a King without his Crown
You keep fallin' down
You really want to live 
but can't get rid of your frown
Tried to reach unto the heights and wound bound down
on the ground
Given up your pride and the you heard a sound
Out of night comes day and out of day comes light
Nullified to the One like sunlight in a ray,
Makin' room for his love and a fire gone blaze
Makin' room for his love and a fire gone blaze

What's this feeling?
My love will rip a hole in the ceiling
I give myself to you from the essence of my being and
I Sing to my God, songs of love and healing
I want Moshiach now, time we start revealing"

in "King without a crown" by Matisyahu

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publicado às 11:54


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